Em 1989 caiu o muro de Berlim.
No “ocidente” também era conhecido como “muro da vergonha”.
E de fato, era uma vergonha.
Transformou-se num símbolo do totalitarismo.
Escondia a podridão de um regime decadente e carcomido.
Não existia socialismo do lado de lá, pois, do contrário, não haveria necessidade do muro.
Mas ele caiu (...)
E do lado de cá, o “mundo livre” também resolveu erguer seus muros da vergonha.
Em Israel, para isolar a faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Na fronteira dos Estados Unidos com o México pra impedir que “cucarachas” invadam o território norte-americano.
O “mundo livre” nunca passou de um mero anúncio do mercado.
Só que agora também possui muros para se envergonhar.
CAETANO PROCOPIO
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