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8 de jan. de 2026

POUCAS PALAVRAS

 Do ano que passou, as imagens do seu semblante cerrado

 Eventualmente, um sorriso raso

 Mas difícil crê-lo em meio a tantas desventuras

 E no ano que mal se iniciou, o infame ataque da besta-fera

 A fé que nunca tive, ressalto em exíguas palavras

 Por não ser capaz de encontrar outros léxicos

 A confiança no futuro é o desdém com o passado e a incompreensão do presente

 O tempo que transcorreu inadvertidamente

 Dos absurdos com os quais nos habituamos

 Não há esperanças neste discurso lacônico

 Muito menos leveza no roteiro do mundo

 

                                                                                                 CAETANO PROCOPIO