Do ano que passou, as imagens do seu semblante cerrado
Eventualmente, um sorriso raso
Mas difícil crê-lo em meio a tantas desventuras
E no ano que mal se iniciou, o infame ataque da besta-fera
A fé que nunca tive, ressalto em exíguas palavras
Por não ser capaz de encontrar outros léxicos
A confiança no futuro é o desdém com o passado e a incompreensão do presente
O tempo que transcorreu inadvertidamente
Dos absurdos com os quais nos habituamos
Não há esperanças neste discurso lacônico
Muito menos leveza no roteiro do mundo
CAETANO PROCOPIO